Cinco veteranos que escolheram a II Liga como porta de regresso ao futebol português

Um dos atractivos da Liga Revolução, que começou no passado fim-se-semana, é a forma como as equipas conseguem conjugar jogadores experientes com jovens promessas. E esta época não é excepção, com o segundo escalão do futebol português a conseguir atrair futebolistas com história nos relvados nacionais e que estavam a jogar no estrangeiro. 

João Alves, Académico de Viseu
O médio centro regressa a Portugal após uma temporada em Chipre, onde representou o Omonia Nicosia. João Alves, com 32 anos, regressa agora aos relvados nacionais para dar experiência ao meio-campo do recém-promovido Académico de Viseu. 

E rodagem é o que não falta ao antigo jogador do Chaves, Braga, Sporting e do Vitória de Guimarães. No conta-quilómetros tem 174 jogos na primeira liga portuguesa. Mas o pico da carreira já vai distante. Os melhores momentos como futebolista viveu-os em 2004 e 2005, depois de uma boa temporada no Braga. Transferiu-se para o Sporting e ainda foi chamado por três vezes à selecção nacional.

Neca, Farense
O médio ofensivo brilhou no Belenenses no longíquo final da década de 90 e início dos anos 2000. As boas exibições com a Cruz de Cristo ao peito levaram alguns a acreditar que se tratava de uma das promessas do futebol português. De tal forma que em 2002 foi chamado por duas vezes à Selecção principal. Após várias temporadas em Belém, Neca jogou ainda no Vitória de Guimarães e no Marítimo, sempre na esperança de conseguir cativar um grande do futebol português. 

Como tal não aconteceu decidiu arriscar a emigração. Passou cinco temporadas na Turquia. Regressou a Portugal para representar o Vitória de Setúbal por três temporadas e  na época passada rumou novamente ao futebol turco para jogar na segunda divisão do país. É o reforço mais sonante do recém-promovido Farense. E apesar do médio de 33 anos nunca ter primado pela velocidade, muito menos agora dada a veterania, é um nome a ter em conta dado que tem bons pés e sabe o que fazer com a bola. Apesar dos vários anos que passou na Turquia conta no currículo com 226 jogos no principal escalão do futebol português. Marcou 26 golos na 12 temporadas que passou na I Liga.

Miguelito, Moreirense
O lateral-esquerdo é outro decano do futebol português. Na temporada passada teve a primeira experiência da sua já longa carreira no estrangeiro, ao serviço do Apollon Limassol. Mas, aos 32 anos, está de regresso ao futebol português para tentar ajudar o Moreirense a regressar à Primeira Liga. Miguelito começou a carreira no Rio Ave e chegou a ser visto como uma das promessas do futebol português para o lado esquerdo da defesa. 

Teve uma passagem sólida pelas selecções jovens mas nunca conseguiu chegar à principal equipa das quinas. Após várias épocas em Vila do Conde, transferiu-se para o Nacional da Madeira, fazendo bons jogos pela equipa da Choupana. As boas exibições abriram-lhe as portas da Luz, mas Miguelito nunca se conseguiu afirmar no Benfica. Seguir-se-iam passagens discretas pelo Braga, Marítimo Belenenses e Vitória de Setúbal. No total já participou em 11 campeonatos da I Liga e conta com 220 jogos no principal escalão do futebol português.

Cris, Feirense
O médio natural de Santa Maria da Feira regressa esta época ao clube que o formou, o Feirense. Isto depois de na temporada passada ter embarcado numa aventura pelo Chipre, onde jogou no Athlitiki Enosi Papos. No currículo conta ainda com uma passagem pelo futebol grego. Passou uma temporada no Asteras Tripolis. 

Mas os melhores momentos da carreira do médio de 29 anos foram durante a estadia de três temporadas em Coimbra. Logo na época de estreia na principal competição do futebol português marcou quatro golos e impôs-se como um dos patrões do meio campo da Briosa. Conta no currículo com 91 jogos na I Liga, 14 dos quais com as cores do Feirense em 2011/2012. No entanto, Cris não foi suficiente para evitar a despromoção da equipa da sua terra natal nessa temporada. Está agora de regresso para provar o seu valor e ajudar o clube a regressar à Primeira Liga.

Amuneke, Tondela
O  melhor que se pode dizer do currículo do nigeriano é que é o irmão mais novo de um dos bons extremos que passaram pelo futebol português, o sportinguista Emmanuel Amuneke. Na esperança de encontrarem um extremo com a qualidade do antigo leão que ainda brilhou no Barcelona, tanto o Benfica como o FC Porto tiveram o jogador sob contrato em 2002 e 2003. Mas tanto nos encarnados como nos azuis e brancos, Kevin Amuneke nunca foi além das equipas B. 

Após as experiências falhadas rumou à Suécia, onde fez a maior parte da carreira, tanto na primeira divisão como em escalões secundários.  Pelo meio teve passagens pelo Vitória de Setúbal, pelos búlgaros do CSKA Sofia, pelo Nacional da Madeira e pelos romenos do Poli Timisoara. No total tem 44 jogos disputado na Primeira Liga Portuguesa, tendo marcado por seis vezes nesta competição. Aos 27 anos, o extremo que até já foi duas vezes internacional pela Nigéria, tenta recuperar a carreira no Tondela de Vítor Paneira.

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