O que é feito dos últimos treinadores do Sporting?


O Sporting oficializou a contratação de Leonardo Jardim. A tarefa do madeirense não se adivinha fácil, já que os últimos treinadores verde e brancos sofreram inúmeras dificuldades no banco de suplentes em Alvalade. Confira onde e como estão agora os treinadores que comandaram os leões nos últimos dez anos.

Laszlo Boloni, o très content
Foi o último treinador a ser campeão com o Sporting na temporada 2001/2002, ano em que conseguiu a dobradinha para os leões. No entanto, na época seguinte o romeno não conseguiu melhor que um terceiro lugar, o que levou à não renovação do seu contrato e à saída de Alvalade. No Sporting, Boloni conseguiu uma taxa de vitórias de 57% e uma média de 2,5 golos marcados por jogo e de menos de um golo sofrido por encontro. Após a saída de Alvalade, rumou ao futebol francês para orientar o Rennes e o Monaco. Ainda passou pela Bélgica, onde foi campeão com o Standard de Liege, mas nesta fase da carreira rendeu-se aos petrodólares. Depois de ter treinado várias equipas nos Emirados Árabes Unidos, está agora nos qataris do Al-Khor, clube que ocupa a sétima posição do campeonato.

Fernando Santos, o engenheiro sem obra em Alvalade
O actual seleccionador grego esteve no leme de Alvalade em 2003/2004. E também não resistiu a um terceiro lugar, com os dirigentes do clube a rescindirem contrato com o técnico no final da época. Com o engenheiro no banco, os leões venceram 68% dos jogos no campeonato, mas perderam mais de 20% dos encontros disputados. Sob as ordens de Fernando Santos, o Sporting conseguiu marcar uma média de 1,8 golos por jogo e sofrer menos de um golo por encontro. Após a passagem pelo Sporting ainda esteve no Benfica, sendo um dos poucos técnicos a conseguir treinar os Três Grandes, e tornou-se num dos treinadores mais respeitados do futebol grego. Após ter apurado a selecção helénica para o Euro 2012, está numa luta renhida para conseguir um lugar no play off de apuramento para o Mundial.

José Peseiro, o treinador do quase e da melhor pressão alta da Europa
Peseiro poderia ter entrado nas páginas de ouro da História leonina. Mas, apesar da famosa pressão alta da equipa, acabaria por ficar conhecido como o treinador do quase. Quase foi campeão, quase ganhou a Liga Europa em pleno Estádio de Alvalade, mas acabou sem títulos e terminou a Liga 2004/2005 em terceiro lugar, a quatro pontos do líder Benfica. Mas o pior ainda estava para vir. Um péssimo arranque na época seguinte (onde foi eliminado da Liga dos Campeões pela Udinese, da Liga Europa pelo Halmstads e com a equipa em terceiro lugar) levou ao seu despedimento em Outubro de 2005. Nos 41 jogos do Sporting no campeonato sob a batuta de Peseiro, os verde e brancos venceram 54% dos encontros e perderam 29% das partidas. Após a saída de Alvalade, Peseiro esteve no futebol romeno, grego e árabe. Uma das maiores humilhações da sua carreira foi ao serviço da Arábia Saudita, onde foi despedido no decurso de uma competição. Regressou este ano ao futebol português mas teve guia de marcha em Braga, após falhar a qualificação para a Liga dos Campeões.

Paulo Bento, o forever que deixou saudades
O actual seleccionador nacional foi promovido de treinador dos juniores do Sporting para técnico principal. E agarrou o lugar durante quatro anos, tendo sido levado à demissão em Novembro de 2009, apesar das garantias de que seria treinador forever. Logo na primeira época, Paulo Bento pegou na equipa quando estava num sétimo lugar a cinco pontos da liderança e terminou em segundo lugar, a sete pontos do campeão Porto. Nas três épocas seguintes conseguiu outros tantos segundos lugares, a que juntou duas Taças de Portugal e duas Supertaças. Nos anos que passou em Avalade, Paulo Bento venceu mais de 60% das partidas para o campeonato, enquanto a taxa de derrotas ficou em 14%. A equipa marcou uma média de 1,6 golos por jogo e sofreu apenas 0,7 golos por partida. É seleccionador nacional desde Setembro de 012. Conseguiu um apuramento que estava complicado para o Euro 2012 e chegou às meias-finais desta competição. Mas está a ter dificuldades na fase de apuramento para o Mundial.

Carlos Carvalhal, de Alvalade para a Turquia
O técnico que fez história pelo Leixões foi o escolhido para suceder a Paulo Bento. Mas durou pouco tempo em Alvaldade. Apanhou a equipa em sétimo lugar no campeonato a 13 pontos da liderança quando já tinha decorrido um terço da competição. Terminaria a liga de 2009/2010 em quarto lugar a 22 pontos do líder Benfica. No final da época, o Sporting não renovou o contrato ao treinador, que após a saída de Avalade rumou para o futebol turco onde orientou o Besiktas e o Instambul BB, clube de onde saiu em Novembro de 2012 devido aos maus resultados. Actualmente, e enquanto não aparece nenhuma nova oportunidade, vai explicando os segredos do desporto-rei na RTP e dedica-se à sua empresa de equipamentos desportivos, a Lacatoni.

Paulo Sérgio, de mal-amado a herói na Escócia
A boa campanha de Paulo Sérgio com o Vitória de Guimarães levou-o a ser o eleito para liderar os verde e brancos no início da época 2010/2011. Mas em Fevereiro veria ser-lhe apontada a porta de saída com a equipa em terceiro lugar a 13 pontos da liderança. A taxa de vitória em jogos para o campeonato ficou abaixo de 50% e perdeu 25% das partidas disputadas. Com Paulo Sérgio no leme, a equipa marcou 1,6 golos por jogo e sofreu em média 1,2 golos por encontro. Após a saída de Alvalde tornou-se um ídolo na Escócia ao serviço do Hearts, vencendo uma Taça com este clube em 2012. Na época que agora terminou esteve no Cluj, mas o campeonato correu muito mal à equipa detentora do título. Não conseguindo melhor que o meio da tabela seria forçado a sair. Para a próxima época tem o desafio de levar o Apoel à revalidação do título de campeão cipriota. Após a saída do Sporting, foi substituído por José Couceiro até ao final da época.

Domingos Paciência, a promessa que virou desilusão
No início da época de 2011/2012 o Sporting apostou forte num dos mais promissores treinadores portugueses: Domingos Paciência, que fez milagres em Braga, ao lutar pelo campeonato e ao chegar a uma final europeia. Acabaria por sair de Alvalade à 18ª jornada, com os verde e brancos na quinta posição a 16 pontos da liderança. Sob a batuta de Domingos, o Sporting venceu apenas metade dos jogos e perdeu 22% das partidas. Marcou 1,6 golos por jogo e sofreu em média 0,9 golos. Após a saída de Alvalade, Domingos só voltou a treinar por um curto espaço de tempo. Em Janeiro deste ano assinou pelo Deportivo, mas apenas aguentou seis jornadas no cargo, com os maus resultados a levarem à sua demissão. A próxima aventura deverá passar pelos gregos do Paok.

Ricardo Sá Pinto, nem os suspensórios o seguraram
O Sporting tentou reeditar a decisão acertada de promover Paulo Bento à equipa principal com Sá Pinto. O antigo treinador dos juniores verde e brancos assumiu os comandos da equipa em Fevereiro de 2012. Chegou às meias-finais da Liga Europa e terminou a Liga em quarto lugar, a 16 pontos do líder. No entanto, esta época não duraria muito tempo no banco dos verde e brancos, saindo da liderança da equipa à quinta jornada e com o Sporting em quinto lugar, mas já a cinco pontos da liderança e com apenas dois pontos acima da linha de água. Em Março, Sá Pinto foi contratado pelos sérvios do Estrela Vermelha. Conseguiu seis vitória consecutivas, mas viu as contas do título tornarem-se impossíveis após uma derrota com o rival Partizan. Na sua passagem em Alvalade, o antigo avançado conseguiu vencer 58% dos jogos para o campeonato e perdeu 24% das partidas. A equipa marcou 1,4 golos por jogo e sofreu 0,9 tentos por encontro.

Franky Vercauteren, o belga que não aqueceu o lugar
Em Novembro a antiga estrela do futebol belga assumiu o comando técnico dos verde e brancos. Mas duraria pouco mais de dois meses na liderança dos leões. Teve guia de marcha no início de Janeiro com a equipa em 12º lugar, e apenas com um ponto acima da linha de água. Em 11 jogos Vercauteren, que até foi campeão como treinador na Bélgica por três vezes, ganhou apenas duas partidas. Está sem clube, mas há rumores de que poderá ser o próximo treinador do Standard de Liège.

Jesualdo Ferreira, o professor
O professor pegou no Sporting naquele que foi talvez o período mais complicado da história do  clube. Distanciou a equipa da linha de água, lançou novos jogadores como Bruma e Ilori e venceu 53% das partidas que disputou. No entanto, tal não foi suficiente para recuperar todos os estragos sofridos no início da época. A equipa não se qualificou para as competições europeias e teve a pior classificação de sempre: um sétimo lugar a 26 pontos do líder. Sob o comando de Jesualdo o Sporting marcou 1,5 golos por jogo e sofreu 1,2 golos por encontro. Regressou a Braga, uma casa onde já foi feliz.

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