O que é feito de Rui Águas?

Há um clã que fez história no Benfica. A família Águas já deu dois grandes pontas-de-lança ao futebol português: José e Rui. E agora, os olhos estão postos em Martim, de 19 anos, que cumpre esta época a sua primeira experiência como sénior no Casa Pia, depois de ter passado pelas escolas dos encarnados.

Uma das vítimas do clã Águas foi o Bordéus. Rodrigo fez hoje as vezes de Rui Águas ao marcar aos franceses. Em 1986, os encarnados empataram a uma bola, com um golo do filho de José Águas, mas viriam a ser derrotados no jogo da segunda mão.

Rui Águas ganhou quatro campeonatos (três pelo Benfica e um pelo Porto). Exímio cabeceador e com uma propensão para fazer golos ao Porto, Rui viria a chocar o mundo benfiquista em 1988 ao trocar a Luz pelas Antas.

Apesar dos 31 golos feitos pelos dragões em duas temporadas, a melhor época de sempre de Rui Águas seria em 90/91. Nessa temporada regressou ao Benfica, foi campeão, marcou 25 golos e sagrou-se o melhor marcador do campeonato.

É um dos poucos jogadores a conseguirem ultrapassar a fasquia dos 100 golos na liga portuguesa. Em 12 temporadas, Rui Águas fez 117 golos na competição, 77 dos quais ao serviço dos encarnados. No entanto, a super-produção ofensiva não se reflectiu na Selecção, onde Rui Águas não foi além da marca dos dez golos.

Além do Benfica e de Porto, Rui Águas actuou no Portimonense e no Estrela da Amadora. Acabaria a carreira em Itália, com as cores do Reggiana. Após pendurar as botas em 1995, o antigo avançado apostou na carreira de treinador. Depois de ter sido braço-direito de  António Oliveira e de Artur Jorge na Selecção, entre 96 e 97, Rui Águas foi treinador principal do Estoril e do Vitória de Setúbal.

A carreira no banco de suplentes acabaria por se revelar um remate falhado. Ao serviço dos sadinos, por exemplo, não evitou uma descida de divisão e viria a despedir-se devido aos maus resultados desportivos. Foi altura de Rui repensar a carreira. Continuou ligado ao futebol como adjunto do Braga, Marítimo e Benfica. Ao serviço dos encarnados desempenharia ainda as funções de olheiro.

Mas como quem muito sabe tem sempre algo a ensinar, Rui Águas aceitou no ano passado o desafio de ir treinar os juniores dos árabes do Al-Hilal. E se nos tempos livres a antiga glória do Benfica tiver tempo para ensinar uns truques ao seu filho Martim, o futebol português arrisca-se a encontrar o próximo representante do clã Águas no desporto-rei. 

O clã Águas


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