O que é feito de Peter Rufai?

A Nigéria voltou a vencer o Campeonato Africano das Nações. E num continente que até nem é famoso pelos seus guarda-redes, recordamos um dos guardiões africanos mais míticos: Peter Rufai. O antigo atleta do Farense ajudou a Nigéria na conquista do CAN em 1994.

Filho de um chefe tribal, Rufai era uma voz de liderança na defesa da sua selecção e também do Farense, onde passou duas épocas e meia. O nigeriano chegou a Portugal em 1994, depois das experiências no futebol holandês (ao serviço do Go Eagles) e belga (onde representou o Lokeren e o Beveren).

As suas prestações na selecção nigeriana, onde além da CAN participou nos Mundiais de 94 e 98, levaram-no ao futebol espanhol, onde chegou a defender as redes do Deportivo. No clube galego enfrentou a concorrência de outro dos pouco míticos guarda-redes da história do futebol africano, o camaronês Jacques Songo'o. Aquando a sua passagem pelo Depor, Rufai teve de pedir uma dispensa para, após a morte do seu pai, ir à Nigéria negociar a sucessão do chefe tribal. Mas abdicaria do seu direito a ser rei da tribo Idimu para continuar a dedicar-se ao futebol.

Peter Rufai acabaria a carreira ao serviço do Gil Vicente em 2000 como suplente do benfiquista Paulo Lopes. No único jogo que disputou nesse campeonato, o nigeriano sofreu cinco golos do Marítimo. Actualmente, o guarda-redes campeão africano, que sobreviveu a um complicado problema de saúde, gere uma academia de futebol na Nigéria. A vocação de ensinar aos mais novos os truques do desporto-rei já o haviam levado a abrir escolas de guarda-redes em Espanha após o final da sua carreira.  

O talento e a coragem de Rufai num jogo contra o Porto


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