Dois ex-benfiquistas candidatos a melhor treinador do mundo

Há clubes que têm fases em que são um cemitério de treinadores. Um dos exemplos é o Benfica de final dos anos 90 e de início do novo milénio. Com uma política desportiva errática, parecia que nenhum técnico agradava tanto a adeptos como a dirigentes. E fosse qual fosse o talento do treinador, dificilmente não passaria por incompetente.

Mais de uma década depois, dois técnicos que orientaram o Benfica nessa fase conturbada e que acabariam por ser demitidos viram agora a FIFA colocá-los no grupo restrito dos dez treinadores candidatos a melhor do mundo. São eles Jupp Heynckes e José Mourinho.

O português dispensa apresentações. Já o alemão, que comandava o Benfica no desastre dos 7-0 em Celta de Vigo, treina o Bayern Munique. Foi nomeado para o prémio apesar de na época passada ter vivido uma época à Peseiro. Heynckes conseguiu chegar à final da Champions depois de ter eliminado o Real de Mourinho. Mas perdeu o título para o Chelsea, num jogo disputado no próprio estádio do Bayern. Já no campeonato alemão deixou fugir o título para o Borussia Dortmund.

Antes de chegar ao Benfica em 99 pela mão de Vale e Azevedo, o alemão tinha sido despedido do Real Madrid. Apesar de ter conseguido conquistar a Liga dos Campeões com os merengues, os responsáveis blancos não lhe perdoaram o quarto lugar no campeonato. Na primeira época com os encarnados, Heynckes terminou o campeonato em terceiro lugar, a oito pontos do campeão Sporting. Contava na equipa com os serviços de Robert Enke, Paulo Madeira, Maniche, João Vieira Pinto e Nuno Gomes, por exemplo.

Na época seguinte, o alemão duraria apenas até à quarta jornada, sendo substituído por José Mourinho. O Special One também não sobreviveu às mudanças de poder no Benfica e saiu do clube nessa mesma temporada. Vale e Azevedo foi destronado por Manuel Vilarinho e o novo presidente quis trazer Toni, o último treinador que tinha sido campeão com os encarnados. O clube da Luz acabaria esse campeonato em sexto lugar, a 23 pontos do campeão Boavista.

Heynckes começou a sua carreira como treinador no Borussia Monchengladbach. Após oito anos neste clube foi contratado pelo Bayern Munique, onde venceu o campeonato em 89 e 90. Apesar do bicampeonato acabaria por ser despedido em 92, rumando para o futebol espanhol, onde orientou o Tenerife, o Athletic Bilbao e o Real Madrid.

Após a saída da Luz, regressou ao País Basco. Mas foi na Alemanha que Heynckes conseguiu relançar a carreira, primeiro ao serviço do Schalke e depois no comando do Bayer Leverkusen, onde conseguiu um segundo lugar na Bundesliga. O bom desempenho permitiu-lhe regressar ao Bayern Munique. Depois dos desaires da época passada o clube bávaro está apostado em garantir o título. Lidera o campeonato à nona jornada com quatro pontos de vantagem sobre o segundo classificado, o Schalke.
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